Find Me at 50graus.org

50graus.org

“É sobre ansiedade que queremos falar, debater, discutir, ouvir e, quem sabe, agir algum dia.”

Esse é um trecho do site 50graus.org, criado para abrir nossos olhos a respeito do tão temido porém burramente discutido aquecimento global. Certamente há controversias a respeito de um tema onde até vacas foram acusadas de arquitetas da destruição.

Agora, quem tem coragem de duvidar que a redução das emissões tóxicas que a indústria, eu e você despejamos no ecossistema não fariam um bem a humanidade? E o que esse site tem de tão bacana e cativante em relação ao tema mais discutido na mídia atualmente? Simples! Ele encoraja o lema punk do “do it yourself”. Arte de guerrilha, ações ao redor do mundo e até música entram no contexto e geram mídia expontânea através de quem quiser ajudar. Quando quiser.

So Find Me foi a maneira que o Flaming Moe encontrou para participar de uma causa nobre e pertinente. Mais que uma música a idéia foi compor um manifesto para se assobiar por aí. Baixe o mp3, mostre para os amigos, conte para sua vizinha. O importante é se manisfestar. Vai fazer algo ou esperar que a água bata antes na sua bunda para levantá-la do sofá?

So Find Me (Earth Manifesto)
(Klaussner / Perussi)

We’re covered in a solid grey dirt
That hides us from our shame
The spectacles of hazard machines
Keep us blind beyond reality

Pull off the smoke covering your eyes
In a pretty industry disguise
Escape from the killing omission
And emissions

So Find Me
So Find Me
I am alive

So Find Me
So Find Me
Behind grey skies

The global fear factory
Specialized on mind conformity
Fills the air with acceptance of pollution
No solution

So Find Me
So Find Me
I am alive

So Find Me
So Find Me
Behind grey skies

So Find Me
So Find Me
A changing time

So Find Me
So Find Me
A brand new fight


7 Responses to “Find Me at 50graus.org”  

  1. 1 Zannin

    Daqui a pouco não vai nem ter agua pra bater na bunda.

  2. 2 Gui

    Sei bem q este não é o espaço pra discutir idéias desse tipo mas to cansado de participar de discussões onde já ta todo mundo de cabeça feita, pelo menos aqui pego alguém de surpresa, então vou aproveitar a deixa…

    Mais do que aquecimento global, So Find Me fala da alienação humana, somos treinados a enxergar com bons olhos uma lógica insustentável de reprodução da sociedade!! É mais que uma ilusão de ótica é uma ilusão de ética pura!

    Um resuminho básico da situação…

    Os seres humanos foram colocados em uma posição de domínio, sob uma visão altamente antropocêntrica, sobre o resto de uma natureza subordinada, essa noção não é expressa somente pela dominação técnica conquistada com o advento da ciência, mas também tem uma justificativa moral bem consolidada pela tradição judaico-cristã. Juntas, a ciência e a tradição religiosa construíram um imaginário tão denso que fundamentou o conceito de desenvolvimento da sociedade a partir da exploração (não só dos recursos mas também da própria espécie) hoje assumido como algo inerente à história do homem na Terra. Conteste essa inerência!!!!

    A noção de desenvolvimento cai como uma luva aos anseios de acumulação burgueses durante o Iluminismo, pois seria impossível interpretar a história humana como um progresso linear, ascendente e ininterrupto diante da lógica religiosa de que a Terra é um plano de passagem e a história do homem um declínio do Éden ao juízo final. A noção religiosa é suplantada pela razão.

    A razão prega também o domínio do meio natural para benefício do homem, nessa lógica, cada hectare de terra transformado era fundamental. Passa a ecoar a idéia de reprodução da sociedade a partir do melhoramento contínuo e da acumulação de riquezas, em pouco a idéia de progresso é reduzida a crescimento econômico.

    A sociedade focada na reprodução do capital ignora o problema do esgotamento das fontes. Nessa visão, os recursos da Terra são tratados como capital – um conjunto de ativos que devem ser entendidos como uma fonte de lucro. Os sistemas econômicos nela baseado encorajam tanto o produtor quanto o consumidor a extinguir os recursos disponíveis, se a ação mais racional para os seres humanos for a de perseguir o auto-interesse imediato, então não existe necessidade de preocupação com a posteridade, só que no mundo real os recursos são finitos!!

    Alguns percebem esse problema e surge então uma inquietação crescente por parte da sociedade em torno dos problemas ambientais que passa a cobrar uma mudança de postura pelos danos causados. Recentemente esta inquietação foi assimilada massivamente como um modismo e o tema meio ambiente passa a ser mote de toda uma geração. (inclusive o meu). \’Natureza\’ é mais popular que John Lennon q é mais popular q Jesus.

    Em nome do desenvolvimento, mudam-se as estratégias de alienação, os anseios da sociedade por um ambiente saudável são convertidos em estratégias paliativas de preservação. Iniciativas como ‘salvem o micro leão azulado da Conchinchina’, ‘more perto da natureza’, ‘plantem arvrinha pra subtrair o carbono emitido pelas industrias poluentes’ e ‘recolham o lixo das belas praias’ são exemplos da nostalgia ambiental, do perfil anti-urbano e do egoísmo impregnado na sociedade do eu, onde a máxima ‘Toujours fidèle a sois même’ está mais em voga do que nunca! Mecanismos anódinos de compensação, remediação e recuperação (este último raríssimo) são adotados mais como uma forma de agregar valor à marca ou ao produto do que na intenção de minimizar os danos, numa lógica que sempre obedece a ideologia do “custo x benefício”.

    Enfim, questionar a idéia de desenvolvimento é considerado hoje um ato terrorista. Não se pode negar os avanços técnicos, certamente nossa vida tornou-se mais fácil, prática e confortável, pelo menos para os menos explorados. Pergunto então, VALE A PENA SACRIFICAR GERAÇÕES FUTURAS em nome deste incremento que hoje praticamente só se faz reproduzir em nome da acumulação de capital? (Tomas não precisa responder essa)
    Em nome do resgate (não luto só pelo resgate da alma do rock), da revisão dos paradigmas, da valorização do que realmente é sagrado, NÃO. E quem não gostou q argumente melhor.

    PS: Etanol de cu é LULA!

  3. 3 Tom

    V8 ou O2????

    Decidam-se!!!

  4. 4 Gui

    Ambos!

    V8 pq transmite o ideal setentista que queremos resgatar
    O2 por questão de sobrevivencia da espécie

    não há contradição, uma coisa não se liga a outra…

  5. 5 Z

    Obrigado Gui.
    Posso republicar seu texto no meu blog com mais de 6000 leitores por mes?
    Pode deixar que eu retiro as partes que contem piadas internas.

  6. 6 Angélica

    Sensacional Gui!!!!!

    Faço de suas palavras, as minhas.

    A pior alienação é a alienação do questionamento. O indivíduo tem uma posição confortável na sociedade quando não se manifesta, quando não discute e esquece de sua construção social/histórica.

    Por isso, compartilho do sentimento de busca da transgressão do rock setentista, da maneira como essa forma de expressão tinha o poder de transformar através do desconforto, do questionamento dos valores conservadores, coisa que poucas bandas de rock conseguem fazer hoje em dia.

    Fiquei feliz pra caramba de ver que o Flaming Moe consegue transgredir e “Earth Manifesto” É A MELHOR MÚSICA QUE VOCÊS JÁ CRIARAM.

    Parabéns!!!!!

  7. 7 Carol (foxy lady)

    Mini-dicionário para entendimento do artigo acima apresentado:

    arvrinha: arvorezinha;
    anódino: inofensivo;
    Flaming moe: espécies selvagens Stoneres Phamiliares, andam em ‘banda’ e alimentam-se de ninfetas, hamburgueres e x-calafrango;
    Gui: espécie rara alemã (Klaussneres stafapurdios), ser concomitantemente intenso e pacato, espécie em extinção;
    ‘Toujours fidèle a sois même’: trava-lingua francês que significa ‘toco cru pegando fogo’

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